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segunda-feira, 26 de julho de 2010

DOIS GRANDES, NUM FUTEBOL PEQUENO


A Vila mais famosa do mundo foi palco de mais um clássico do futebol paulista e nacional entre Santos x São Paulo. Muitos títulos nacionais e internacionais em campo, anos de tradição. De um lado um finalista da Copa do Brasil a ser jogada na próxima quarta-feira, de outro, um semi-finalista da Copa Libertadores da América, entretanto em campo o jogo era de dar sono.

Apesar das ruins pontuações no campeonato brasileiro, o Santos entrou em campo com um time desfalcado de Robinho, Arouca, Wesley, André e com um banco de reservas também modificado, nesse caso sem Mádson, uma das boas opções santistas nos últimos jogos. Já do lado tricolor, somente Rogério Ceni, Hernanes no segundo tempo e Marlos, davam número aos titulares abtuais de Ricardo Gomes.

Com tão pouco entrosamento e criatividade, nada além de um horrível 0 x 0 poderia estar reservado aos 9.367 pagantes na tarde de ontem na Vila Belmiro. No entanto, buscando levar um pouco de emoção às testemunhas presentes naquele clássico, o zagueiro Renato Silva marcou um gol contra aos 14 minutos do segundo tempo, obrigando assim o quase ex-treinador Ricardo Gomes a avançar seu time e colocar em campo Hernanes, Marlos e Washington, na tentativa de busca ao empate.

Com o time desfigurado até os 25 minutos do segundo tempo, o São Paulo só foi assustar o Peixe aos 32 minutos da etapa final em uma jogada de cabeça do atacante Washington que acertou a trave do goleiro Rafael. E nada além disso pode emocionar os preocupadíssimos torcedores do São Paulo, que já na próxima quarta-feira terão pela frente na Libertadores, um Internacional cada vez mais forte e melhor colocado na tabela nacional.

Sem exclusividade a preocupação também assombra o lado branco do clássico, que vê um Santos à cada dia com um novo problema disciplinar e atritos internos em um grupo tão jovem que por muitos era tido como o melhor do Brasil no primeiro semestre, semestre este que guarda como única esperança para os santistas um título da Copa do Brasil diante do Vitória-BA nessas próximas duas semanas. Caso contrário, assim como Ricardo Gomes, já se imagina e se comenta pelos corredores da Vila que Dorival Júnior não seria tanta unanimidade como pensavam no início do ano.

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